Agricultura biológica beneficia a biodiversidade


Um estudo da Universidade de Swansea revelou que os impactos positivos das explorações que praticam agricultura biológica estendem-se por para além das suas fronteiras, promovendo a biodiversidade de plantas selvagens nos terrenos envolventes.

Num trabalho conjunto, investigadores da Universidade britânica e de institutos franceses, analisaram campos semeados com trigo de inverno na região de Poitou-Charente – concluíram que, apesar dos campos de produção biológica apresentarem menor rentabilidade que a cultivados utilizando métodos convencionais, estes conseguem albergar uma maior biodiversidade não só dentro dos limites da quinta mas também nos terrenos adjacentes.

Segundo Luca Borger, investigador do Departamento de Biociências da Universidade de Swansea, “as plantas selvagens são importantes para as aves, abelhas e outras espécies que costumam frequentar os campos agrícolas” e “que mesmo uma mistura de práticas biológicas e não biológicas pode ajudar a manter a biodiversidade na área”.

Apesar dos terrenos agrícolas fornecerem habitats essenciais para muitas espécies de animais, a prática de uma agricultura intensiva tem conduzido a uma perda de biodiversidade.

O estudo, intitulado “Organic fields sustain weed metacommunity dynamics in farmland landscapes”, foi publicado na revista “Proceedings B” da Royal Society of London Biological Sciences.

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